Dias 9 e 10: Ripa na chulipa e Pinda, a oficina.

 

A oficina de Pindamonhangaba começou com uma confusão danada e com algumas falhas de comunicação entre nós e a secretaria de cultura de Pinda. Os dias e horários que passamos para eles eram os seguintes: 26/02, sexta, das 18h30 às 22h30 e 27/02, sábado, das 14h às 18h – com esses dados, a secretaria estava responsável por disponibilizar um local para a realização da oficina.

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Eduardo, responsável da cultura que estava em contato conosco, poucos dias antes, nos pediu por email para que alterássemos o horário da sexta-feira para às 14h, como no sábado. Ligamos para a secretaria de Pinda no dia seguinte, perguntando se realmente não seria possível manter o horário da noite. O grande problema foi que o pessoal da secretaria não respondeu, dizendo que verificariam a possibilidade e nos comunicariam quando soubessem. Não nos comunicaram. Alteramos o horário da sexta em nossa inscrição virtual e mandamos email para as pessoas que haviam se inscrito no horário anterior, salientando a alteração. Chegou o dia da oficina e lá fomos nós, a tarde, para a nossa oficina no Studio Connatus de Dança. Demos com os burros n’água – a escola estava fechada.

Outro ponto importante de salientar, que nos pareceu no mínimo estranho, foi o fato de a secretaria de cultura ter aberto uma inscrição paralela à nossa. Ao invés de divulgar nosso link de inscrição, eles próprios criaram uma forma para as pessoas se inscreverem – o que contribuiu ainda mais para nossa desorganização.

Ao depararmo-nos com a escola fechada e darmos com a cara no muro, ligamos para o Eduardo. Ele entrou em contato com os responsáveis da escola e tão logo chegaram para nos receber. “Esperávamos vocês à noite”, disseram. Descobrimos que alguns alunos da escola e outras pessoas inscritas pelo link da secretaria sabiam do horário noturno. Nesse meio tempo, duas pessoas inscritas pelo nosso site chegaram. Depois do muro, nossa cara, enfim, chegou ao chão. Explicamos para eles o que havia acontecido, pedimos desculpas por toda a confusão, perguntamos se eles se importariam de fazer a oficina com os outros na parte da noite e, para nosso alívio, acabaram topando numa boa.

Apesar dos perrengues, a oficina ocorreu muito bem, com condução maestral do nosso querido Crô. É sempre gratificante perceber o quão aflitas as pessoas chegam e como, aos poucos, conseguimos mudar a chavinha da dúvida, receio, medo, do “não consigo” para a chavinha da brincadeira, do divertir-se e do estado de jogo em alerta – elementos fundamentais e de extrema importância de algumas manifestações populares.

Saímos com o espírito leve e com a certeza de um trabalho muito bem realizado, unicamente pela troca genuína entre todos os presentes, pelo maguio do Cavalo Marinho, pelo improviso de versos e pela utilização das máscaras e bastões da Folia de Reis.

Obrigado a todos pela disposição, por desafiar-se e pela confiança!

Rafael D’Alessandro

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Fotos: André Sun

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