Dias 2 e 3: Nossa primeira oficina – Escola de Congo (Em versinhos)


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Eis aqui as breves linhas

Que vieram explanar

Como foi que sucedeu

Nossa experiência de ensinar

 

Como tudo transcorreu

Eu vou contar pra você

O local era bonito:

Escola de Congo São Benedito do Erê (não deu na métrica)

 

Essa por sua vez está

Na cidade Tremembé

Onde tem uma praça linda

Depois eu conto, se quiser.

 

Ao chegar já encontramos

Fátima e Quintino

O olhar era de mestre

Mas o riso, de menino

 

Nos deram uma abil

Fruta do vale encantado

Docinha e maravilhosa

Tipo leite condensado

 

Depois de lambuzados

Começamos o dever

E conhecemos uma figura

Que é preciso ver pra crer

 

Com 67 de idade

Uma feição que não se abala

Distribui amor a todos

O seu nome é Gonçala

 

Fala besteira como ninguém

Seu humor é tri-porreta

Se apresentou para nós:

“Gonçala, pior que o capeta”

 

Algo muito mais além

Que apenas contar piada

O que Gonçala faz é arte

Autêntica palhaçada

 

Mas também sabe falar sério

E instaurar solenidade

Ao final, dançou pra nós

Como uma cigana de verdade

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Havia também crianças

Em nossa oficina

E o teatro competia

Com o prazer de uma piscina (quem será que ganhou?)

 

Jogos de teatro

Integravam toda gente

Para, ao fim, dançar com máscaras

E arriscar um repente

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A oficina assim se deu

Até o fim dela chegar

Outras coisas se passaram

Que não cabe agora contar

 

Afinal ainda é pouco

Meu talento pra versejar

E com a linha que me sobra

Um viva eu quero dar:

 

Viva a 1ª Escola de Congo São Benedito do Erê! Viva Fátima! Viva Quintino!

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Por Rodrigo Nasser

Fotos: André Sun

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