Dias 25 e 26: Da necessidade de continuar

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Cruzeiro tem um Museu, que Deus Meu. Árvores centenárias, daquelas que precisam de 10 pessoas para abraçar. Que árvore. Imagina só a raiz? Imagina como encorpa a terra com seus braços subterrâneos. Como é soberba a sua cúpula, que arquitetura nenhuma já imitou. Como até o céu se tomba, e só aparece em frestas, pequenas. Que árvore. Que bonito, o museu. E como era de se esperar, tem infeliz história. Foi de Major, foram escravos quem plantaram as árvores, há até mesmos dois enterrados ali, na propriedade. Demos aula na antiga senzala. Dava pra perceber a recente construção das janelas. Era um lugar onde viviam pessoas, e não havia janela. Um lugar onde viviam pessoas cujas mãos trouxeram a vida uma potência infinita, e não havia sequer uma janela. E aí você contrapõe a árvore e o homem, e pensa, que erro, deus meu. Mas aí você também se prepara para uma oficina, e aparecem três jovens que vieram de uma cidade há 40km pra aprender algo com você. E há de se superar aquilo, pra no mínimo ver aquele espaço conhecer outra história, de vida e não de dor.

Lara Prado

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Fotos: André Sun

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