Dias 16 e 18: Crianças, crushs e coelhos

Em Guaratinguetá,
DSC09514 duas apresentações. Da primeira, no Parque Ecológico, tão lindo, quero narrar dois momentos. O primeiro é branco e peludo, pois se dá na forma de um coelho que dormiu na lama bem próxima ao palco. O palco, digo já, também bonito. Quase grego, quase lindo. De fundo, um lago, avisam por lá, profundo. Seu centro, uma arena elevada, seguida por arquibancadas, margeadas por árvores, cobertas pelo céu limpo. Tudo lindo. Havia porém, envolta do palco, muita lama, da chuva precedente, e da lama vem o primeiro momento, branco e peludo, e também o segundo, quando Jesus Cristo pregou uma peça no Diabo. No caso, Rodrigo Nasser naquela que vós fala. A um momento da peça, quando o Diabo corre atrás do menino Jesus, o ator em questão atraiu-me para uma poça de lDSC09598ama, e eu cai como um patinho (também haviam patos). Bom, quase cai, de cara no chão, depois de sapatear por segundos fatídicos e tornar a me equilibrar. Narrados pois os dois momentos, simples e simpáticos porque também foi assim a apresentação, sem mais delongas, ainda que me delongando um pouquinho, vou relembrar apenas que a Bruna Recchia se exasperou por conta de um ganso. O animal assassino que recebeu pão na boca da mão de um menino. E pra terminar, uma fofoca. Alguém saiu de lá com um crush. Ops, falei.

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A segunda apresentação foi em uma escola. Tinha salas abertas, não soubemos se por proposta ou falta de opção, mas que davam um ar mais alegre ao lugar que tinha uma infraestrutura melhor do que as escolas que conhecemos até então. Uma surpresa foi notar na eDSC09999ntrada um cartaz que proibia a entrada de pessoas com decotes, roupas cavadas ou acima do joelho. Pensamos: escola carola. Vamos segurar no palavão ou tacar o terror? Cada um fez sua escolha individual e foi bem divertida a apresentação. A Morte perdeu o controle dos mais novos, que, colocados no mezanino,acharam jeito de ficar bem próximos dela e não mais pararam de sacaneá-la. Quando o Ardilino passava, todos se levantavam e corriam, e era um deus nos acuda pra depois achar o seu lugar. Ao final, muitos autógrafos nos postais, vários abraços e um conselho da professora, que embora gostasse da peça, achava que devíamos falar num novo espetáculo sobre o que as crianças podem ou não podem fazer. Chocante, não?

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Fotos: MaFê Moreira
Lara Prado

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