Dia 8: O que é bom dura pouco… Daí nóis repete

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Já falamos aqui da nossa visita ao Jongo Mistura da Raça. Eles nesse ano estão com uma nova proposta, de toda última quinta feira do mês ir fazer uma roda em um outro espaço da cidade, que não a Oca. Quando estivemos com eles na terça eles haviam nos convidado a participar do primeiro evento desses, na quinta dia 25.

Trocamos telefones e ficamos de confirmar se iríamos ou não na própria quinta – afinal, até lá nós já estaríamos hospedados em Pindamonhangaba, e não mais em São José dos Campos, e no mesmo dia teríamos uma apresentação no Centro Comunitário do Araretama,também em Pinda.

Por fim, cinco dos nossos conseguiram reunir forças e ir. A roda ia ser feita no Centro Cultural Escravo Senzala, no Jardim Paulista, durante a aula de capoeira do Mestre Pantera. Mais uma vez fomos bem recebidos tanto pelo Mestre e seus alunos quanto pelos integrantes do Mistura da Raça, que dessa vez estavam em maior número. Antes da roda de jongo começar ainda foi feita uma roda de capoeira e um samba de roda, ambas gentilmente abertas para nossa participação.

Como era de se imaginar, logo que os tambús começam todo o cansaço desaparece e a dança corre solta. Foi mais uma ótima noite em excelente companhia.

A cultura popular geralmente tem esse caráter bastante agregador, de fazer com que aquele que é de fora mas que chega com respeito se sinta acolhido e em casa. Os três grupos que visitamos em São José dos Campos (o Maracatu, o Mistura da Raça e o grupo de capoeira do C. C. Escravo Senzala) estarão em nossas memórias durante a viagem e além. Muito obrigado a todos que nos receberam de braços abertos, e fazemos votos que esses laços se fortaleçam mais e mais (afinal, 14 de maio tá logo aí!).

Presto

 

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Fotos: André Sun