Dias 14 e 15: Oficina em Guará – Intercâmbio de Estações

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A nossa oficina em Guaratinguetá foi nos dias 03 e 04 de março. Agora, exatamente um mês depois, estou escrevendo esse post. Não porque eu precisei de tempo para digerir tudo o que se passou, mas porque esqueci, e procrastinei ao máximo minha tarefa. Sem mais delongas, aí vai.

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A oficina foi numa antiga estação de trem, agora utilizada como um prédio da secretaria de cultura da cidade. Diferente da nossa Estação Cultura de Campinas, a de Guará é bem pequenina, mas linda também. Fomos recebidos com café e biscoitinhos (o que configura uma recepção extra-maravilhosa para atores pé-rapados como nós); e depois levados à sala onde estava programado para ser a atividade. Pra variar, era uma sala cheia de cadeiras, mesas, telão para projetor e etc. Estranhamos, e logo veio a pergunta: “Ah… é uma oficina prática?”. Toca levar tudo pra outra sala (e voltar tudo depois, claro). O chão da sala era de tacos de madeira, e alguns tacos estavam saindo, o que fez lembrar nossa querida Estação Cultura de Campinas. Em suma, nos sentimos em casa. A vibe da sala e do prédio como um todo eram semelhantes, e fiquei com vontade de ouvir e ver passando o mesmo trem de carga que ouvimos e vemos quando ensaiamos na nossa Estação. Tenho a impressão que se você andar pelos trilhos dessa estrada férrea e ir parando nas estações que encontrar, vai acabar conhecendo muitas “estações cultura” do estado. Fica a ideia para o próximo projeto.

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Na oficina transcorreu tudo bem. Quem ministrou foi o Rafael, com suporte da Bruna, Lara e eu. Tivemos inscritos que faziam parte do grupo de teatro da cidade, inclusive os professores/coordenadores. Além de trabalhadores da secretaria, contadores de historia e o incrível Duda, massagista que dias depois nos lascou uma bela massagem ayurvédica. Foi bacana porque alguns dos alunos não tinham conhecimento do grupo de teatro da cidade, e a nossa oficina serviu de ponte para que passassem a integrá-lo também.

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Duda e suas mãos mágicas.

Fotos: André Sun

 

Dias 2 e 3: Nossa primeira oficina – Escola de Congo (Em versinhos)


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Eis aqui as breves linhas

Que vieram explanar

Como foi que sucedeu

Nossa experiência de ensinar

 

Como tudo transcorreu

Eu vou contar pra você

O local era bonito:

Escola de Congo São Benedito do Erê (não deu na métrica)

 

Essa por sua vez está

Na cidade Tremembé

Onde tem uma praça linda

Depois eu conto, se quiser.

 

Ao chegar já encontramos

Fátima e Quintino

O olhar era de mestre

Mas o riso, de menino

 

Nos deram uma abil

Fruta do vale encantado

Docinha e maravilhosa

Tipo leite condensado

 

Depois de lambuzados

Começamos o dever

E conhecemos uma figura

Que é preciso ver pra crer

 

Com 67 de idade

Uma feição que não se abala

Distribui amor a todos

O seu nome é Gonçala

 

Fala besteira como ninguém

Seu humor é tri-porreta

Se apresentou para nós:

“Gonçala, pior que o capeta”

 

Algo muito mais além

Que apenas contar piada

O que Gonçala faz é arte

Autêntica palhaçada

 

Mas também sabe falar sério

E instaurar solenidade

Ao final, dançou pra nós

Como uma cigana de verdade

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Havia também crianças

Em nossa oficina

E o teatro competia

Com o prazer de uma piscina (quem será que ganhou?)

 

Jogos de teatro

Integravam toda gente

Para, ao fim, dançar com máscaras

E arriscar um repente

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A oficina assim se deu

Até o fim dela chegar

Outras coisas se passaram

Que não cabe agora contar

 

Afinal ainda é pouco

Meu talento pra versejar

E com a linha que me sobra

Um viva eu quero dar:

 

Viva a 1ª Escola de Congo São Benedito do Erê! Viva Fátima! Viva Quintino!

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Por Rodrigo Nasser

Fotos: André Sun

Dia 0: Vale do Paraíba, aí vamos nós!

E chega, enfim, o grande dia para nós da Damião e Cia. Acorde seu cachorro, seu vizinho, sua tia, bote um sorriso no rosto e diga com a boca cheia – bom dia! É chegada nossa hora de juntar nossas tralhas, arrumar mala e cuia, botar tudo na carreta, soltar o freio na descida, espantar o mal olhado e partir para o Vale Encantado: o do Paraíba.

Nosso trajeto pelo Vale
Nosso trajeto pelo Vale

Um novo tempo que se inicia com novas descobertas, novos aprendizados, novas trocas e muita alegria. Muita vontade de ir ao encontro do desconhecido, de peito aberto, olhar curioso e ouvidos atentos. Agora já não é mais preciso pressa, correr contra o tempo. É só pedir ao vento, com jeitinho, que assopre em nosso caminho tudo que seja de nosso merecimento.

Foram meses de dedicação e labuta, desde o ano passado, para que essa viagem beirasse a perfeição no que diz respeito ao seu planejamento e execução. Fomos, por vezes, sem noção, quase ficamos birutas trabalhando até tarde, sacrificando vontades em prol de um bem maior – bem maior do que nossas vontades.

Agora nos resta amarrar o cenário, apertar os cintos, reparar se não deixamos nada de importante para trás, cuidar para não cair no conto do vigário e que no pôquer nossa mão seja sempre duplo Ás.

Vida longa à Damião e Cia!

Por Ruffles.

Inscrições para as oficinas no Vale do Paraíba

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Máscaras de Palhaços da Folia-de-Reis (Confecção de Fernando Linares)

Vamos ministrar a oficina “Os elementos da cultura popular no trabalho do ator na rua” nas cidades de Tremembé, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena e Cruzeiro. A ação faz parte do projeto “Presepadas entre Serras e Vales” contemplado pelo ProAC 2015 (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo).

           A oficina é direcionada para interessados de todas as idades e de todas as áreas que encontram identificação nas manifestações da cultura popular brasileira (Cavalo Marinho, Folia de Reis, Maracatu e Coco) e que tenham interesse pelo trabalho do ator em um espaço público, fora de um edifício teatral: a rua.
A oficina é dividida em dois dias, com duração de quatro horas por dia. Através dela, o grupo busca sintetizar suas experiências de busca de uma linguagem teatral popular, calcada nas manifestações da cultura popular brasileira.
        Os interessados deverão preencher o formulário digital, que pode ser acessado CLICANDO AQUI,  informando alguns dados básicos e a cidade onde pretende fazer a oficina.
SERVIÇO

O QUE:
Oficina “Os elementos da cultura popular no trabalho do ator na rua”

QUANDO/ONDE:
19.02.2016, sexta, das 18h30 às 22h30
20.02.2016, sábado, das 14h00 às 18h00
Escola de Congo de São Benedito do Êre – R. Dona Zília, 47, Tremembé

26.02.2016, sexta, das 14h00 às 18h00
27.02.2016, sábado, das 14h00 às 18h00
Studio Conatus de Dança – Av. Abel Correa Guimarães, 351 – Vila Rica, Pindamonhangaba

03.03.2016, quinta, das 18h30 às 22h30
04.03.2016, sexta, das 18h30 às 22h30
Centro de Capacitação – Praça Condessa de Frontim, 76, Guaratinguetá

09.03.2016, quarta, das 18h30 às 22h30
10.03.2016, quinta, das 18h30 às 22h30
Casa da Cultura – Rua Viscondessa de Castro Lima, 10, Lorena

14.03.2016, segunda, das 18h30 às 22h30
15.03.2016, terça, das 18h30 às 22h30
Museu Major Novaes – Rua Dona Tita, 48, Cruzeiro

 

Damião Convida

A Damião e Cia. ministrará oficinas para conhecer artistas da cena e traçar novas parcerias de trabalho. O objetivo, além desse,  é selecionar um profissional para integrar a Cia. Serão três oficinas de dois dias, gratuitas e independentes, centradas em elementos da cultura popular que são referências no trabalho do grupo. Qualquer um que se interessar por teatro de rua, cultura popular e estética da bagaceira pode se inscrever!

Para se inscrever acesse: http://goo.gl/forms/0diXRpVja2

SERVIÇO

O QUE: Oficinas Damião e Cia.

QUANDO: dias 21, 22, 28 e 29 de setembro, 5 e 6 de outubro. Das 19h às 22h30.

ONDE: Sala dos Toninhos – Estação Cultura de Campinas. Praça Mal. Floriano Peixoto s/nº – Centro.